Adeildo Lucena afirmou que o aumento de casos de Covid-19 e influenza no estado tem gerado uma sobrecargas nas unidades de saúde.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT), Adeildo Lucena, disse que os profissionais de saúde estão sofrendo violência nas unidades de saúde devido ao aumento dos casos de Covid-19 e influenza no estado. Segundo ele, os trabalhadores estão sobrecarregados.
Adeildo contou que já recebeu várias reclamações em relação à falta de estrutura nas unidades de saúde, e que o aumento da demanda gera estresse tanto para o paciente, como para os médicos.
“Os médicos vêm sofrendo violência durante o trabalho há muito tempo, principalmente nas unidades de saúde públicas, onde as condições de trabalho são ruins. Os profissionais têm trabalhado com estruturas precárias, com uma carga horárias extremamente extensa”, pontuou.
De acordo com o presidente, nos últimos meses, ocorreu um aumento exagerado de atendimentos nos hospitais e postos de saúde. Ele afirmou que a categoria tem vivido uma situação complicada.
A cada plantão, os médicos têm atendido uma média de 60 a 80 pacientes.
“Enquanto as pessoas estavam em casa dormindo, o profissional de saúde estava trabalhando. Enquanto as pessoas estavam se protegendo do coronavírus, o profissional de saúde estava se expondo, na linha de frente, garantindo o bem-estar das pessoas”, disse.
O presidente fez um apelo para que os pacientes não descontem as más condições das unidades nos profissionais de saúde. Ele também pediu apoio do estado para que a situação melhore.
“Pedimos que as pessoas tenham calma Precisamos que a população entenda que esses profissionais estão trabalhando no extremo, cansados. Não podemos admitir violência contra um médico. Isso é agredir a própria sociedade”, ressaltou.
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Médicos relatam violência durante plantões em unidades de saúde — Foto: Assessoria
Casos de violência contra profissionais da saúde
Cuiabá registrou um aumento nos casos de violência e ameaça contra os profissionais de saúde nas unidades de pronto atendimento nos últimos meses devido ao aumento da demanda. As ocorrências são, geralmente, por causa do atraso no atendimento.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que a Policlínica do Coxipó e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro tiveram casos de ameaça e violência aos profissionais.
Na UPA Morada do Ouro, foram cinco ocorrências policiais. A secretaria não tem mais detalhes sobre estes casos.
Já na Policlínica do Coxipó, foram 71 registros até agora. Em dezembro de 2021, a policlínica precisou acionar a polícia 65 vezes.




