João Aguiar | RDNews
Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 21 anos, foi encontrado morto nessa quinta-feira (07), em Diamantino (MT). Ele estava enterrado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. A vítima estava desaparecida há mais de 30 dias. Ele foi torturado e executado por suposto envolvimento com facção criminosa.
Segundo a Polícia Civil, a localização ocorreu durante diligências realizadas pela Delegacia da cidade para apurar o desaparecimento do jovem. As buscas contaram com apoio de cães farejadores do Corpo de Bombeiros.
A identificação de Paulo ocorreu após análise das vestimentas usada por ele e pelas tatuagens pelo corpo. Paulo era natural de Iacri, no interior de São Paulo e estava em Mato Grosso a trabalho. Ele atuava na construção de um galpão em Diamantino.
No dia do desaparecimento, a vítima e outro colega de trabalho saíram da residência onde estavam hospedados para buscar água e utilizar o banheiro em um posto de combustível da cidade.
Durante o trajeto, os dois foram abordados por criminosos e levados para um imóvel, onde passaram a ser interrogados, ameaçados e agredidos. Os suspeitos exigiram que a vítima mostrasse as tatuagens do corpo e, ao identificarem símbolos associados a uma facção criminosa, iniciaram uma sequência de agressões físicas, tortura e golpes de arma branca.
As vítimas tiveram as mãos amarradas e os olhos vendados. Posteriormente, os dois foram levados para outro local, onde tiveram os aparelhos celulares subtraídos e analisados pelos criminosos.
Por acreditarem que o jovem teria ligação com uma facção criminosa, a vítima permaneceu em cárcere pelos integrantes do grupo criminoso, enquanto o seu colega foi liberado.
Ainda na noite de quinta, um dos suspeitos de elo no crime foi localizado. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Diamantino e após ser interrogado pelo delegado Anderson Uchida, foi autuado em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e organização criminosa. Em seguida, foi colocado à disposição da Justiça.
O caso é investigado pela Polícia Civil.




