Geandré Latorraca | Estadão Mato Grosso
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), entrou no radar nacional do partido após a presidente nacional da sigla, deputada Renata Abreu, admitir que já conversou com o parlamentar sobre uma possível candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2026.
A articulação foi revelada durante entrevista à Jovem Pan e reforça o avanço do nome de Max nas discussões políticas para a sucessão estadual. Segundo o deputado, a dirigente do Podemos já tratou, em mais de uma ocasião, da possibilidade de ele disputar o Palácio Paiaguás.
“A Renata, algumas vezes, inclusive, falou comigo dessa possibilidade”, afirmou Russi durante a entrevista.
Apesar da sinalização, Russi evitou confirmar uma eventual candidatura e afirmou que qualquer decisão dependerá de construção coletiva dentro do grupo político.
“Esse projeto não é um projeto do deputado Max Russi, tem que ser um projeto do grupo. Se o grupo político entender que esse é o melhor caminho, estarei sempre preparado e à disposição”, declarou.
A movimentação ocorre em meio ao fortalecimento do Podemos em Mato Grosso. Durante a janela partidária, a legenda ampliou sua base política no estado, filiando três deputados estaduais, um deputado federal e cerca de 30 prefeitos.
“Saímos muito grandes dessa janela”, disse Russi, ao destacar o crescimento da sigla e a meta de ampliar a representação nas eleições de 2026.
Atualmente, Max Russi preside a Assembleia Legislativa e é apontado como uma das principais lideranças políticas do estado. Mesmo com o nome cada vez mais citado nos bastidores da sucessão estadual, ele afirmou que, neste momento, sua prioridade segue sendo a condução do Legislativo estadual.
“O meu projeto no momento é ser um bom presidente da Assembleia e tentar entregar os resultados que a população espera”, afirmou.
Caso a candidatura avance, Russi poderá entrar em uma disputa que já movimenta o cenário político mato-grossense e reúne nomes como o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL), o senador Jayme Campos (União Brasil) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).




