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Motorista volta a ser preso por suspeita de dirigir bêbado e causar morte de bebê ao bater em carro de família

Publicado em 06 de maio de 2022

O motorista suspeito de dirigir bêbado e causar acidente que matou a bebê Maria Helena, de 1 ano, foi preso pela segunda vez em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil, as apurações apontaram que carro da família da vítima estava parado em acostamento quando foi atingido pelo veículo dirigido pelo investigado.

A corporação conseguiu mandado de prisão preventiva para o motorista e cumpriu na tarde de quinta-feira (5). Da primeira vez, o homem fora detido em flagrante, mas pagou fiança dias depois e foi liberado.

Maria Helena, 1 ano, morreu em acidente na BR-060 — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Maria Helena, 1 ano, morreu em acidente na BR-060 — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O delegado Danilo Fabiano explicou que a prisão preventiva do motorista foi pedida com base em provas colhidas pela perícia, como a de que o carro das vítimas estava parado no acostamento.

“Principalmente, em razão não somente da morte [do bebê], mas também da tentativa de homicídio em detrimento dos outros ocupantes do veículo – casal e outras duas crianças”, disse.

Acidente

 

O acidente aconteceu no último dia 24 de abril, na BR-060. Francielle Matos Goldinho, de 30 anos, mãe da bebê Maria Helena, contou que o marido parou o carro no acostamento para tapar o sol da janela sobre a bebê e, quando voltou para o banco do motorista e colocou o cinto, eles foram atingidos pelo carro.

“Quando a gente fez o sinal do Pai Nosso para entrar na rodovia, a gente já recebeu a pancada. Só ouvi ele [marido] falando: ‘Toma conta das meninas’. O carro foi capotando e eu só pedia a Deus para todo mundo sair vivo”, contou, emocionada.

Acidente entre carros deixa bebê morto em Rio Verde — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Acidente entre carros deixa bebê morto em Rio Verde — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

A mãe disse que foi levada a um hospital e só então soube da morte da filha caçula. As outras duas meninas, de 2 e 4 anos, ficaram com hematomas pelo corpo.

Já o marido dela e pai das crianças, o pedreiro Vicente Ramos de Oliveira teve um traumatismo craniano, foi internado, depois transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou por dois dias, e recebeu alta de hospital na quinta-feira (5), de acordo com a família.

Por Vanessa Martins, g1 Goiás

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