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Primeira mulher a realizar cirurgia de Parkinson em MT aciona Justiça para conseguir novo procedimento

Publicado em 22 de julho de 2021
Jucineide Leite Dias de Moraes, de 53 anos — Foto: Arquivo pessoal

Jucineide Leite Dias de Moraes, de 53 anos — Foto: Arquivo pessoal

Jucineide Leite Dias de Moraes, de 53 anos, primeira pessoa a realizar a cirurgia de Parkinson em Mato Grosso, em 2016, ingressou na Justiça para obter uma liminar para a realização de novo procedimento.

G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), mas ainda não obteve resposta.

Em 2016, Jucineide, então com 48 anos, foi a primeira paciente a passar pela cirurgia de Parkinson pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. A doença que não tem cura e atinge milhares de pessoas no país afeta o sistema nervoso central e prejudica o movimento do paciente, geralmente causando tremores.

Jucineide sofria com tremores que, com o passar dos anos, se tornaram incontroláveis. Ao longo dos 10 anos de tratamento, os remédios pararam de fazer efeito e a dona de casa se viu impossibilitada de desenvolver tarefas simples do cotidiano, como tomar banho, comer ou beber sozinha. Ela também perdeu o movimento das pernas e viu, com alívio, a chance de passar por uma cirurgia que poderia por fim ao seu sofrimento.

Primeira mulher que fez cirurgia de Parkinson em MT consegue liminar

Primeira mulher que fez cirurgia de Parkinson em MT consegue liminar]

 

Agora, o equipamento implantado em Jucineide parou de funcionar e desligou.

A cirurgia se baseia na implantação de um sistema para estimulação cerebral profunda, um equipamento semelhante ao marca -passo cardíaco, que controla o ritmo do coração, mas que modula a atividade elétrica das estruturas profundas do cérebro, logo após a cirurgia, a melhora do quadro da dona Jucineide foi visível.

Ocorre que há aproximadamente um mês, o aparelho (implante de DBS), descarregou sua bateria, voltando drasticamente os sintomas da doença, deixando a impossibilitada de fazer as coisas mais simples do dia.

“Diante deste quadro gravíssimo, a autora precisa fazer a troca do aparelho DBS, conforme laudos que junta em anexo, a cirurgia deve ser realizada com máxima urgência e até a presente data não foi autorizado, deixando a autora em estado vegetativo . De posse da documentação necessária, a autora buscou junto ao SUS – Sistema Único de Saúde – a aprovação para a realização da cirurgia, o qual até a presente data ainda não fora autorizado a sua realização, causando sérios e graves prejuízos a requerente, que não está nem levantando mais da cama”, diz trecho da ação.

Por Flávia Borges, G1 MT

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