
Três dias após ter matado a tiros o agente penitenciário Alexandre Miyagawa de Barros, 41, o vereador Marcos Paccola publicou nota detalhando os fatos que culminaram no homicídio. No texto divulgado na manhã deste domingo (3), o parlamentar afirma que agiu após ouvir gritos de “ele está armado” e “ele vai matar ela”. Também afirma que a vítima reagiu e que agiu em legítima defesa. Por fim, ele lamenta o desfecho e se compadece da família entulhada.
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“Neste momento, são duas famílias que estão abaladas, e o vereador expressa seus mais sinceros sentimentos de pesar aos amigos e familiares que estão enlutados. O vereador Tenente Coronel Paccola também agradece o carinho e preocupação de todos que se manifestaram em apoio, compreendendo as circunstâncias dessa fatalidade, e reforça sua confiança no trabalho da Polícia, da Perícia e da Justiça”, diz trecho da nota divulgada pela assessoria.
O homicídio ocorreu na noite de sexta-feira (1), no bairro Quilombo, em Cuiabá. A vítima foi atingida por ao menos 3 tiros e morreu ainda no local. Paccola esperou a polícia no local, assim como o trabalho de perícia. Ele foi ouvido pelo delegado da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e liberado em seguida.
No nota, ele relata que seguia para um compromisso quando viu o tumulto nas imediações. Desceu do carro para ver do que se tratava e, a princípio, achou que era um desentendimento banal no trânsito. O parlamentar voltava para seu veículo, quando ouviu gritos dizendo que o agente estava armado e que seguia atrás de uma mulher.
“O cidadão fez menção de virar com a arma em punho em direção ao Vereador Tenente Coronel Paccola, não restando outra opção, senão o de utilizar os meios necessários e proporcionais para o exercício da legítima defesa própria e de terceiros, com intuito de neutralizar a injusta agressão visualizada, efetuou os disparos que atingiram o Agente Socioeducativo Alexandre”, explica o comunicado.
Em fotos e vídeos é possível ver volume na cintura da vítima. O que seria sua arma. O fato é confirmado pela namorada do agente, Janaina Sá, que estava com ele no momento do crime e que publicou vídeo relatando que o homem não reagiu.
As imagens e depoimentos são refutados pelo vereador na nota. Ele alega que somente o coldre (suporte da arma) estava na cintura da vítima, que caiu de braços abertos no asfalto.
“Ficou visível nas fotos e vídeos somente o coldre rígido que estava em sua cintura, aparentando ser uma arma, como divulgado em alguns sites de notícia. Com a chegada da primeira equipe da Polícia, a arma de Alexandre com carregador e munições foi entregue ao policial, e ainda assim, a mulher tentou tomar a arma no coldre do Policial”, narra.




