Da Redação Rádio Aruanã FM
“Em nome da minha família parabenizo as Forças de Segurança do Estado de Mato Grosso por elucidar de forma rápida o crime contra nossa filha Raquel Maziero Cattani e por nos trazer, mesmo que neste momento difícil, um pouco de consolo”, pontuou.
Dias antes, o deputado contestou algumas informações divulgadas pela imprensa, dizendo que o ex-marido da filha não havia sido preso e nem confessado o crime.
Raquel e Romero tiveram um relacionamento de quase 10 anos e dois filhos, eles estavam em processo de divórcio litigioso e segundo investigações da Polícia Civil ele não aceita o fim do relacionamento.
Romero arquitetou o crime e seu irmão Rodrigo Xavier executou, matando a jovem com mais de 30 facadas, ele criou álibis fortes para desviar atenção da polícia e após isso foi ao velório da jovem chorar ao lado dos familiares dela.
Crime
Por volta das 9h, o deputado Cattani foi até a casa da filha, que fica em um sítio próximo do seu. Ele estranhou o fato de ela não ter aparecido para ordenhar as vacas, como de costume. Quando chegou no local, encontrou a porta aberta, com sinais de arrombamento.
Quando entrou, já flagrou a Raquel caída próximo da porta do quarto, com ferimentos que podem ter sido provocados por arma branca. Já o cômodo estava todo revirado.
A motocicleta da vítima, uma Honda CG Fan vermelha, não foi encontrada. Ele acionou a polícia, que isolou a cena do crime.
Confissão e prisão
Nesta quarta-feira (24), equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e da Regional de Nova Mutum se dirigiu até o endereço de Rodrigo, na cidade de Lucas do Rio Verde. Após horas de vigilância, ele chegou na residência e ao ser entrevistado, apresentou muito nervosismo com a presença dos policiais.
Da porta que estava aberta, as equipes observaram um frasco de perfume feminino, em cima de uma bancada. Diante da evidente suspeita, ele confessou o homicídio de Raquel Cattani.
Na casa foram encontrados frascos de perfume, um aparelho de som, um cinto, um porta-celular e uma faca, todos os objetos pertencentes à vítima.
Durante a entrevista, a equipe investigativa reuniu informações que esclareceram que Rodrigo praticou o crime a mando do irmão, Romero. E levou alguns objetos da casa para simular um latrocínio e embaraçar as investigações da Polícia Civil.




