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Defesa de investigada em operação da Polícia Civil alega uso indevido de conta

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Da redação | Rede da Notícia 

A defesa de uma das investigadas na operação “Pressão Velada”, realizada pela Polícia Civil em Barra do Garças, divulgou nota à imprensa para prestar esclarecimentos sobre às informações divulgadas no âmbito da operação.

Segundo o advogado Igor Chaves Ayres, que representa a investigada, a vinculação de seu nome aos fatos não se deu de forma consciente ou voluntária, sendo apurado que a conta bancária de sua titularidade foi utilizada por terceiro, sem o seu conhecimento acerca da origem dos valores ou natureza das operações realizadas.

“Trata-se, portanto, de hipótese que indica utilização indevida de seus dados bancários, afastando, neste momento, a presença de dolo ou de qualquer vínculo subjetivo com a prática investigada!”, atesta em nota a defesa.

O advogado ressalta que “a decisão judicial que acolheu o pedido da defesa e determinou sua imediata colocação em liberdade reflete esse cenário, ao reconhecer a ausência de elementos concretos que justificassem a manutenção da medida cautelar extrema”.

Abaixo à íntegra da nota divulgada pela defesa

NOTA À IMPRENSA

A defesa técnica de uma das investigadas na recente Operação Policial “Pressão Velada”, deflagrada no município de Barra do Garças/MT, vem a público prestar esclarecimentos diante das informações que vêm sendo divulgadas.

A investigada foi inicialmente submetida à prisão temporária no contexto de apuração relacionada à suposta movimentação de valores de origem ilícita. Contudo, a análise dos elementos constantes nos autos evidenciou que sua eventual vinculação aos fatos não se deu de forma consciente ou voluntária.

Apurou-se que a conta bancária de sua titularidade foi utilizada por terceiro, sem seu conhecimento acerca da origem dos valores ou da natureza das operações realizadas. Trata-se, portanto, de hipótese que indica utilização indevida de seus dados bancários, afastando, neste momento, a presença de dolo ou de qualquer vínculo subjetivo com a prática investigada.

A decisão judicial que acolheu o pedido da defesa e determinou sua imediata colocação em liberdade reflete esse cenário, ao reconhecer a ausência de elementos concretos que justificassem a manutenção da medida cautelar extrema.

A defesa ressalta que as investigações devem prosseguir com o devido rigor técnico, a fim de assegurar a correta individualização das condutas e evitar imputações indevidas, especialmente em contextos que envolvem relações familiares e possível uso indevido de dados por terceiros.

Reitera-se, ainda, a importância da observância do princípio da presunção de inocência e da divulgação responsável das informações, de modo a evitar conclusões precipitadas que possam comprometer a imagem e a dignidade dos envolvidos.

A defesa confia no regular prosseguimento das investigações onde evidenciará a inocência da representada com o adequado esclarecimento dos fatos, permanecendo à disposição para eventuais informações adicionais, dentro dos limites legais e éticos da atuação profissional.

De Campo Grande/MS, 29 de abril de 2026.

Igor Chaves Ayres – Advogado – OAB/MS 21.758

Fonte: RDN

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