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Síndrome que ataca principalmente crianças, coloca Primavera do Leste em alerta

A síndrome mão-pé-boca é altamente contagiosa e afeta na maioria dos casos crianças com menos de 5 anos

De outubro até o momento, Primavera do Leste registrou 76 casos da doença conhecida como mão-pé-boca. A síndrome é uma infecção viral muito comum na primeira e segunda infâncias, e é causada por um vírus.  Segundo a Vigilância Epidemiológica, apesar da grande quantidade de casos, ainda não é possível afirmar que a cidade tenha um surto da doença. O estado de Mato Grosso está em alerta em relação ao aumento de casos.

Para saber se os casos registrados em Primavera do Leste possuem vínculo epidemiológico, a Vigilância, solicitou aos serviços de saúde que quando fizerem a notificação, sinalizem se a criança frequenta escola e identifiquem a escola, podendo assim investigar se há vínculos.

A síndrome mão-pé-boca é altamente contagiosa e afeta na maioria dos casos crianças com menos de 5 anos de idade. A doença tem esse nome porque causa lesões nessas partes do corpo das crianças infectadas. Apesar da gravidade, segundo a Vigilância Epidemiológica, trata-se de uma doença de evolução benigna, normalmente autolimitada, com remissão em cerca de 7 dias.

Devido a transmissão ser pela saliva, os casos da doença haviam diminuído bastante no período de pandemia já que as crianças mais velhas utilizavam máscara ou nem tinham contato com outras crianças. Mas, com as pessoas retornando às atividades normais e saindo de casa, ela começa a aparecer e ter mais incidência. Especialistas destacam, no entanto, que a doença é comum nesta época do ano.

De acordo com pediatras, as consequências da doença, além de deixar manchas na pele, das bolhas que podem aparecer, as crianças perdem peso e as unhas chegam a cair em alguns casos. O perigo maior, é quando a criança coça, com a mão suja, as inflamações. Esse ato pode gerar uma infecção bacteriana e, assim, ser necessário o uso de antibiótico e tratamento mais intenso.

 

COMO PREVENIR

Medidas de higiene são a melhor forma de prevenir o contágio. Lavar bem as mãos, tanto a criança quanto as pessoas que têm contato com ela, é uma medida que evita a transmissibilidade.

O Ministério da Saúde reforça ainda medidas como usar lenços de papel ao espirrar ou tossir e depositá-los em lixeira imediatamente após o uso; não compartilhar toalhas ou itens de uso pessoal, como copos, xícaras e talheres; lavar roupas de cama com sabões desinfetantes.

É importante também que os pais evitem mandar crianças com sintomas infecciosos para a escola. Não há vacina para a prevenção da doença mão-pé-boca.

 

TEM TRATAMENTO?

Não existe nenhuma terapia específica para a doença e o tratamento é feito com medidas de suporte. Os médicos receitam medicamentos que possam aliviar os sintomas.

A regressão do quadro ocorre espontaneamente em 7 a 10 dias e o tratamento da doença. Neste período, deve ser dada preferência a alimentos pastosos e frios, evitando-se sucos ácidos, refrigerantes, alimentos quentes ou temperados.

 

PODE SER GRAVE?

De modo geral, a doença não costuma evoluir para casos mais graves. Mas como ela causa lesões na boca, a criança pode deixar de se alimentar corretamente, o que pode causar desidratação. A higiene também é fundamental durante essa fase, para evitar que as lesões infeccionem.

Recomenda-se, ainda segundo o Ministério da Saúde, uma nova avaliação médica se houver persistência de febre alta com calafrios ao longo do quadro ou se as lesões orais impedirem a ingestão de líquidos, pelo risco de desidratação.

Jaqueline Hatamoto/ Clique F5
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