O presidente disse que os dois vereadores serão investigados porque houve “vias de fato”
Foto: Reprodução
Telmo disse que a câmara já recebeu pedidos de providências, dentre eles da OAB de Querência, que “pede uma resposta da câmara municipal relacionada ao fato. Automaticamente, é um pedido de cassação de quebra de decoro parlamentar”, explicou. Ele acredita que a comissão será aberta em abril. A escolha dos vereadores membros, que vão apurar os fatos e farão relatório, será por sorteio.
O presidente disse que os dois vereadores serão investigados porque houve “vias de fato” depois que Neriberto puxou a arma e foi em direção a Edimar. “É muito lamentável o ocorrido. Para haver reação dessa parte houve ação. Então, creio que a investigação de quebra de decoro deve ser dos dois”. “Houve quebra de decoro parlamentar e ambas as partes tem direito de defesa. É um processo demorado até a tramitação ser concluída”, previu.
“À tarde, conversei com o vereador Neriberto (que é policial aposentado) que estava bastante nervoso, pediu desculpas e lamentou. É uma pessoa muito inteligente”, descreveu. O presidente também disse que tem inquérito aberto na Polícia Civil para apurar o caso.
Neriberto estava se pronunciando sobre projetos de lei que entrariam na pauta, aumentando de 9 para 11 o número de vereadores e outro prevendo pagamento de 13º para vereadores, prefeito e vice. Ele estava abordando a democracia “para discutir verdades, não mentiras, não boatos como foi dito pelo nobre colega que foi citado por algo que não estava”, afirmou. “Não sou filho de pai assustado” e “quero aqui dizer para vossa excelência que me lembro muito bem de uma ligação de vossa excelência para todos os vereadores, todos”. “O único vereador que vossa excelência ligou e disse não vou o vereador Coutinho”, prosseguiu Neriberto, referindo-se a suposta articulação do colega para aprovação de projetos. “Edimar eu vou falar mais uma vez. O trabalho é feito e organizado. Vossa excelência seja homem e assuma que recebeu a ligação…”, afirmou Neriberto, que interrompeu discurso, possivelmente diante da resposta dada pelo outro vereador, mas não captada pelos microfones.
A mesa diretora havia solicitado a presença de policiais na sessão, onde havia cerca de 50 pessoas. Um soldado estava próximo do vereador quando sacou a arma e teria intervido, além de outros vereadores. Houve correria no plenário e gritos.





