A ação foi um pedido do Ministério Público Estadual (MPE) através do promotor de justiça João Ribeiro da Mota, junto ao juiz da comarca que acatou o pedido.

Polícia Civil em cumprimento de mandado na Prefeitura de Nova Xavantina
Um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz da comarca de Nova Xavantina a pedido do MP ocorrido na tarde sombria de ontem, quarta-feira (23) causou um verdadeiro alvoroço na cidade de Nova Xavantina, o assunto praticamente não foi divulgado pela imprensa local, mas em grupos de redes sociais esta sendo a conversa do momento entre a população xavantinense.
O alvo da justiça seria computadores da sala da auditoria suspeita de estar armazenando documentos comprometedores que podem culminar em suposta fraude em um concurso público realizado a pouco mais de duas semanas na gestão do prefeito João Machado Neto, o popular João Bang (PSB).
Segundo informou o secretário de administração do município, João Ailton, houve uma conversa ate então “anônima” de que o auditor do município estaria supostamente envolvido na facilitação de alguns candidatos para passarem nas provas do concurso público realizado recentemente pela Prefeitura de Nova Xavantina.
Segundo João Ailton, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão realizado pelo MP e Polícia Civil foram encontrados na tela do computador do servidor “apenas” alguns gabaritos de provas, mas que são antigos de outros seletivos realizados pela gestão, mas que o próprio auditor e uma comissão já haviam corrigidos e encaminhados ao TCE.
De acordo o secretário de administração, a pessoa que fez a denúncia tem acesso a todos os computadores da Prefeitura, e que os policiais foram ate a prefeitura para cumprir uma determinação judicial expedida pelo juiz da comarca e consequentemente realizar a busca e apreensão dos equipamentos onde se encontravam os documentos supostamente comprometedores.
O secretário disse ainda que o concurso municipal para preenchimento de vagas em questão ocorreu a pouco mais de 15 dias e que foi realizado através de uma empresa do Estado do Paraná contratada pela Prefeitura para tal finalidade. O secretário que também é considerado o braço direito do prefeito João Bang garantiu que a empresa é idônea e que já havia sido rastreada pelo próprio magistrado que expediu o mandado.
João Ailton afirmou ainda que as denuncias não tem fundamento e que tudo não passa de uma “rixa” interna entre a auditoria e uma auditora do município que também prestou concurso e que não passou, conseguindo apenas classificada na primeira prova. O secretario disse também defender a apuração das denuncias por parte da justiça.




