Estelionatários emitem boleto semelhante ao da concessionária, mas pagamento vai para conta de golpista

A Polícia Militar fez a detenção, na tarde desta quinta-feira (30), um funcionário da Energisa suspeito de estar aplicando o golpe da ‘conta de energia fake’ na região do Coxipó, em Cuiabá. O novo golpe já vem sendo aplicado por estelionatários em Cuiabá e Várzea Grande e denúncias relacionadas à modalidade já foram registradas.
A concessionária de energia explicou que o suspeito é de fato colaborador da empresa, mas que a detenção é um mal-entendido que já está sendo esclarecido. Inclusive, o trabalhador já foi liberado.
O equívoco se deu por conta de algumas denúncias que já vêm sendo registradas na região metropolitana. E, de fato, existe um novo golpe envolvendo o nome da concessionária da energia.
Segundo informações, os golpistas se passam por funcionários da Energisa, que fazem a leitura do relógio e imprime uma conta ‘adulterada’. Na conta impressa, estão todos os dados do cliente e a impressão se assemelha bastante a uma conta verdadeira. Porém, quando o cliente efetua o pagamento, o dinheiro vai para uma conta dos golpistas e não dá concessionária. Com isso, a unidade consumidora fica com o débito e, caso o pagamento da conta verdadeira não seja feito, o fornecimento pode ser interrompido.
A única forma de a vítima descobrir que está caindo em um golpe, é verificar bem o papel usado para a impressão. Apesar de ser bastante semelhante, existem diferenças em relação ao emitido pela concessionária de energia.
Para checar a veracidade do boleto bancário, o cliente deve apenas conferir se o beneficiário do pagamento é de fato a Energisa. No final dos documentos são registrados o nome da empresa de energia correspondente e informações como razão social e CNPJ que garantem a validade da cobrança.
A Polícia Militar alerta que o golpe já está sendo aplicado em Mato Grosso. Um vídeo mostrando uma conta fake e outra verdadeira foi divulgado nesta quinta-feira (29), por um morador de Várzea Grande. Segundo relatou a vítima, a funcionária que emitiu a conta não estava vestida com os uniformes da empresa.




