Da Redação com G1 MT
Um estudante de medicina, de 30 anos, foi preso nessa quarta-feira (31), em Barra do Garças (a 509 km de Cuiabá), suspeito de induzir crianças e adolescentes a enviarem fotos e vídeos com conteúdo sexual pela internet. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga o caso, o homem também é acusado de estupro, além de filmar e distribuir o conteúdo pornográfico envolvendo menores.
Além da prisão preventiva, a PCDF em conjunto com a Polícia Civil de Barra do Garças também efetuou um mandado de busca e apreensão na casa do investigado, que não teve o nome divulgado pela polícia em respeito às vítimas. Com ele, foram apreendidos celular e computador contendo conteúdo sexual com crianças de até 13 anos.
As investigações tiveram início em junho do ano passado, quando a mãe de um menino de 12 anos descobriu conversas de cunho sexual com um indivíduo no celular do garoto. Ao analisar as conversas, a mulher constatou que o contato começou no mês anterior, durante os jogos on-line dos quais o filho participava.
Nas conversas, feitas pelos chats do jogo e por aplicativo de mensagens, o menor era aliciado pelo homem a enviar fotos nuas e em posições sensuais, ao mesmo tempo que recebia vídeos e fotografias pornográficas do suspeito. Em troca, ele prometia às crianças recompensas no jogo ou posições de destaque.
Após conquistar a confiança das vítimas, o suspeito fornecia um número de WhatsApp registrado em nome de terceiros e passava a enviar e receber os vídeos. Ele também usava diversas linhas telefônicas registradas em nome de outras pessoas, inclusive da própria mãe.
De acordo com a Polícia Civil, alguns dos diálogos foram empreendidos do computador da sede da empresa em que ele trabalhava, localizada em Barra do Garças, mesma cidade em que havia registros de localização enviados pelo autor a um dos menores, quando o convidava para fazer sexo.
Um dos locais fornecidos pelo homem nas conversas era uma casa abandonada, nas proximidades da residência do autor, que, em janeiro de 2021, deixou o país antes de ser preso, fugindo para a Bolívia, desfazendo-se de celulares e computadores. Na realidade, ele estuda medicina na Bolívia e havia retornado ao Brasil para um procedimento médico.
Análise preliminar dos dados do aparelho celular e do computador revelam indícios de conexões e envios de arquivos a suspeitos moradores da Bélgica e da Bolívia.
Ainda conforme a polícia, o homem agia em três estados: Distrito Federal, Mato Grosso e em Minas Gerais. Se condenado, ele pode levar de três a 15 anos de prisão.




