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Bolsonaro diz que define apoio a candidato em MT apenas em 2022

Presidente afirmou que antecipar discussão pode inviabilizar articulações no Congresso

Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro: indefinição para apoio a um nome para o Palácio Paiaguás

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que deverá definir quem será o seu candidato ao Governo do Estado em Mato Grosso apenas em 2022, a fim de evitar desgastes políticos no Congresso Nacional.

Em entrevista à Radio Capital FM, nesta terça-feira (17), Bolsonaro adiantou que o único apoio no Estado já definido previamente é ao deputado federal José Medeiros (Podemos), que deve concorrer ao Senado nas próximas eleições. Medeiros é vice-líder do Governo na Câmara Federal.

“Eu evito falar, porque posso passar a ter problemas dentro do Parlamento. Eu preciso aprovar coisas para o bem do Brasil. Então, não posso focar em política”, disse.

“Em Mato Grosso, sou muito simpático ao deputado Medeiros. O resto, converso com todo mundo, mas não tenho compromisso com ninguém de Mato Grosso, nem de Estado nenhum”, acrescentou.

 

Eu evito falar, porque posso passar a ter problemas dentro do Parlamento. Eu preciso aprovar coisas para o bem do Brasil. Então, não posso focar em política

O presidente salientou, porém, que tem mantido contato com alguns políticos do Estado e que há interesse mútuo de firmar alianças visando as eleições do próximo ano.

Recentemente, Bolsonaro recebeu visitas em Brasília do governador Mauro Mendes (DEM), que deve tentar a reeleição em 2022.

“Eu tenho contato com uma ou outra pessoa e logicamente elas têm interesse. Também tenho interesse, mas esse time vai ser formado a partir do início do ano que vem”, afirmou.

“Se trouxer [essa discussão] para dentro desse turbilhão de problemas que a gente vive, a gente complica mais a situação do Brasil. E o povo tem necessidades”, concluiu.

 

Indefinição partidária

Sem legenda desde 2019, quando deixou o PSL, Bolsonaro revelou que também está correndo para definir sua filiação política a fim de garantir a sua candidatura à reeleição.

Bolsonaro chegou a quase firmar acordo com o Patriota, mas a filiação foi inviabilizada após mudança no comando do partido.

Ele também tem mantido conversas com o PSC, PTB e Pros, além do PL, mas a ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil teria aumentado a chance do presidente selar a sua ida para o PP – o que ele ainda não dá como certo.

“Por mim já teria decidido, mas é um casamento difícil. Eu estou correndo atrás. Essa possibilidade [de ir para o PP] existe, mas não basta eu querer. O PP precisa me querer também”, disse.

LISLAINE DOS ANJOS, MÍDIA NEWS
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