Presidente afirmou que antecipar discussão pode inviabilizar articulações no Congresso
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que deverá definir quem será o seu candidato ao Governo do Estado em Mato Grosso apenas em 2022, a fim de evitar desgastes políticos no Congresso Nacional.
Em entrevista à Radio Capital FM, nesta terça-feira (17), Bolsonaro adiantou que o único apoio no Estado já definido previamente é ao deputado federal José Medeiros (Podemos), que deve concorrer ao Senado nas próximas eleições. Medeiros é vice-líder do Governo na Câmara Federal.
“Eu evito falar, porque posso passar a ter problemas dentro do Parlamento. Eu preciso aprovar coisas para o bem do Brasil. Então, não posso focar em política”, disse.
“Em Mato Grosso, sou muito simpático ao deputado Medeiros. O resto, converso com todo mundo, mas não tenho compromisso com ninguém de Mato Grosso, nem de Estado nenhum”, acrescentou.

Eu evito falar, porque posso passar a ter problemas dentro do Parlamento. Eu preciso aprovar coisas para o bem do Brasil. Então, não posso focar em política
O presidente salientou, porém, que tem mantido contato com alguns políticos do Estado e que há interesse mútuo de firmar alianças visando as eleições do próximo ano.
Recentemente, Bolsonaro recebeu visitas em Brasília do governador Mauro Mendes (DEM), que deve tentar a reeleição em 2022.
“Eu tenho contato com uma ou outra pessoa e logicamente elas têm interesse. Também tenho interesse, mas esse time vai ser formado a partir do início do ano que vem”, afirmou.
“Se trouxer [essa discussão] para dentro desse turbilhão de problemas que a gente vive, a gente complica mais a situação do Brasil. E o povo tem necessidades”, concluiu.
Indefinição partidária
Sem legenda desde 2019, quando deixou o PSL, Bolsonaro revelou que também está correndo para definir sua filiação política a fim de garantir a sua candidatura à reeleição.
Bolsonaro chegou a quase firmar acordo com o Patriota, mas a filiação foi inviabilizada após mudança no comando do partido.
Ele também tem mantido conversas com o PSC, PTB e Pros, além do PL, mas a ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil teria aumentado a chance do presidente selar a sua ida para o PP – o que ele ainda não dá como certo.
“Por mim já teria decidido, mas é um casamento difícil. Eu estou correndo atrás. Essa possibilidade [de ir para o PP] existe, mas não basta eu querer. O PP precisa me querer também”, disse.





