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Após entrada de nova variante, Emanuel volta a pedir doses extras de vacinas

Publicado em 12 de julho de 2021

Crítico à realização dos jogos em meio a uma pandemia, prefeito alertou ainda para falta de diálogo com os gestores

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, mostrou-se extremamente angustiado após a confirmação de que integrantes das seleções da Colômbia e Equador, que jogaram em Cuiabá pela Copa América, em junho passado, carregavam a variante B.1.216 da Covid até então, inédita em território brasileiro. O gestor, juntamente com o deputado Emanuel Pinheiro Neto, irá reforçar a solicitação perante ao Ministério da Saúde para garantir celeridade na vacinação da população cuiabana com o reforço no envio de doses.

Crítico à realização dos jogos em meio a uma pandemia e a falta de diálogo com os gestores municipais, Emanuel avalia que “infelizmente, a notícia veiculada por um grande veículo de comunicação acaba sendo a confirmação de uma tragédia anunciada. Quando me coloquei contrário ao evento, muitos me criticaram e tentaram politizar minhas ponderações. Entendo que ter a realização de um mega evento esportivo, como uma Copa, é motivo de honra para qualquer cidade, mas em outra época”, disse. Conforme a reportagem, amostras coletadas foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, que identificou a variante.

Sem tempo para um planejamento sobre medidas de biossegurança ou mesmo a implantação de barreiras sanitárias, os prefeitos das cidades que receberam as partidas foram excluídos das discussões. “A decisão se limitou ao governo federal, estadual e à Confederação Brasileira de Futebol. O município teria de ter sido ouvido e quem paga as consequências, agora, são os munícipes. Eu gritei no deserto, pedi. Fizeram ouvidos moucos ao pleito. Dezenas de vezes, defendi que a estratégia – nesse momento – era desaconselhável. Tentei criar uma contrapartida, já que para o gestor da capital não foi concedido o direito de Cuiabá opinar. E essa seria a compensação, receber doses extras”, finalizou.

Ele relembra que mesmo com intensas tratativas junto ao Ministério da Saúde e Casa Civil, e após a sinalização positiva, Cuiabá não recebeu o reforço. “As pesquisas já indicavam o risco de novas variantes. Em defesa das pessoas, eu e o deputado federal Emanuel recorremos ao governo federal. Mais do que justo seria que nossa população recebesse uma compensação. No caminho, percebemos que em detrimento de nossa gente, sofremos com um intenso boicote”, declarou.

Monitoramento:

Os dois integrantes das delegações da Colômbia e Equador foram monitorados pela equipe médica das delegações. Os protocolos de isolamento foram adotados e os dados coletados pela equipe da Vigilância Epidemiológica do município de Cuiabá foram repassadas diariamente ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional.

Os pacientes se mantiveram isolados em quartos individuais do hotel e, durante toda a permanência em Cuiabá, ficaram assintomáticos. Após a quarentena, os mesmos receberam atestados que os liberaram para retorno ao país de origem.

Se necessário, a Vigilância Epidemiológica pode realizar uma investigação com realização de exames em todos os trabalhadores do hotel, que tiveram contato com os quartos utilizados para quarentena.

Por Estadão Mato Grosso

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