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Sonho de pagar R$ 67 no gás pode virar realidade

Publicado em 11 de agosto de 2021

Mato Grosso pode deixar de ser um mero consumidor para se tornar envasador de gás de cozinha. A possibilidade ainda está no campo das discussões, mas alimenta a expectativa de um futuro com gás até 40% mais barato.

Vendido em média a R$ 112,28, o GLP/13kg do estado é o mais caro do país, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Caso esta redução ocorresse hoje, o preço do gás de cozinha no estado poderia chegar a R$ 67,30.

“Possibilidade existe e a empresa MT Gás seria distribuidora, mas hoje não temos contrato de fornecimento de gás de cozinha com a estatal do governo boliviano. Este assunto está em pauta e é estudado pelo governo, que busca formas e condições para baratear o gás de cozinha, principalmente para a população mais vulnerável”, afirmou César Miranda, secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Atualmente, Mato Grosso possui um contrato firme de fornecimento de gás natural junto à estatal petrolífera boliviana. O acordo, fechado recentemente, abastece indústrias e postos de combustíveis que comercializam gás veicular. O gás de cozinha, o GLP, não faz parte desse contrato, mas tornou-se a próxima ambição do governo estadual.

As tratativas entre o governo do Estado, a Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás) e a própria ANP estão em andamento e caminham devagar.

“É uma ideia em construção e vai ser feita no processo de desenvolver essa cadeia com muita parcimônia e ponderação para fazer uma entrega a sociedade com responsabilidade”, ressalta César.

O secretário também garante que a empresa MT Gás está preparada para assumir a tarefa de distribuição do GLP, assim como já faz com o gás natural.

“Ela também pode fazer chamamento público para que outra empresa assuma essa função. Ter concorrência é sempre positivo, pois quanto maior ela for, melhor o custo para quem adquirir no gás de cozinha”, sugere.

Caso os planos do governo saiam do papel, a previsão é que uma série de margens de custos sejam reduzidas. Quanto a isso, o secretário apontou que as empresas ativas no mercado enfrentam suas dificuldades.

“Existem empresa que fornecem gás em todo Brasil e tem o custo delas, além de terem investimentos vultuosos. Porém, isso não significa que nós não possamos, também, trabalhar políticas públicas para baratear o custo do gás de cozinha. Temos que ter uma produção nacional de gás, porque dependemos hoje do gás da Bolívia e isso é commodity, que fica à mercê das oscilações do mercado internacional, do dólar, que encarece ainda mais o gás de cozinha”.


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