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Sargento é preso por pilotar helicóptero que caiu com 300 quilos de cocaína em MT

Publicado em 05 de agosto de 2021

Militar alega que fez transporte após ser ameaçado por traficantes

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O terceiro sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Alberto Ribeiro Pinto Júnior, de 45 anos, foi preso na tarde de ontem (04) por pilotar o helicóptero R44 que caiu no último domingo com cerca de 300 quilos de cocaína nas proximidades da cidade de Poconé, no Pantanal. A detenção foi feita por uma guarnição de três membros do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso que faziam conbate aos incêndios florestais na região.

Os militares do CB que efetuaram a prisão do sargento fluminense detalharam que o homem foi encontrado bastante sujo e debilitado numa fazenda. Inicialmente, o piloto alegou que estava no local para retirar as peças da aeronave acidentada.

No entanto, Alberto explicou que estava com fome e sede, o que gerou suspeita dos membros do CB. Então, no trajeto até a delegacia da Polícia Civil de Poconé, o sargento confessou que era o piloto do helicóptero.

Ele detalhou que pegou a droga numa localidade conheciada como Cambará e que o helicóptero caiu após 30 minutos do voo ter sido inicado. Apesar das confissões aos bombeiros, Alberto disse ser faixa preta de jiu-jitsu e tentou convencer os militares a liberarem ou deixarem ele numa unidade hospitalar.

DEPOIMENTO

Em depoimento ao delegado Maurício Maciel Pereira Júnior, obtido com exclusividade pelo FOLHAMAX, o sargento contou que morador da cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, onde está lotado. Ele comentou que estava no helicóptero como um homem conhecido como Ronald, que foi uma indicação de outro conhecido como Zé Ricardo.

Ele detalhou que Ronald o contratou inicialmente para atuar como piloto agrícola na cidade de Maringá, no Paraná. No entanto, após 13 dias na cidade, ele fez apenas um voo com duração de 15 minutos justamente com o helicóptero que caiu no Pantanal matogrossense e recebeu cerca de R$ 7 mi.

Após alguns dias, de acordo com o sargento, Ronald lhe telefonou pedindo para que ele fizesse o translado da aeronava para uma cidade de Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul.

Ele topou o serviço e fez a viagem com duração de cerca de duas horas. Segundo o militar, chegando ao local, homens disseram que ele teria que buscar um negócio, mas ele se recusou dizendo ser honesto.

A partir daí, ele passou a ser ameaçado pelo grupo que dizia que iria atrás dele e sua esposa. Diante da pressão, ele aceitou fazer o voo e acabou sofrendo o acidente.

LETICIA KATHUCIA, FOLHA MAX

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