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Max critica emenda do PT que barra divisão de fundo: “Sou contra”

Publicado em 13 de julho de 2021

Lúdio quer destinação de 100% da verba para a Saúde; presidente defende divisão com Social

Fablicio Rodrigues/ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que vai trabalhar contra a emenda defendida pelo deputado de oposição Lúdio Cabral (PT) a respeito da destinação dos recursos do antigo Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF).

O projeto em tramitação prevê a divisão do fundo, que até meados deste ano já arrecadou R$ 39,2 milhões, em 80% para a Saúde e 20% para a Assistência Social. Lúdio, no entanto, defende que o recurso seja completamente destinado para a Saúde.

“Eu discordo da emenda do deputado Lúdio. Acho que tem que ter recurso no social, porque se não tiver, como vamos manter, até o final de 2022, 100 mil mato-grossenses recebendo o Ser Emergencial? [programa de auxílio financeiro] Como vamos fazer casas populares, entrega de cestas básicas e cobertores?”, questionou.

 

Nosso problema não é só saúde. Nós temos que cuidar das pessoas também. Vou trabalhar contra essa emenda

Conforme Russi, o projeto já foi melhorado no Legislativo, após emenda apresentada pelo deputado Eduardo Botelho (DEM), que recebeu aval do Governo do Estado. Isso porque a ideia do Executivo, inicialmente, era fazer a divisão igual do fundo para as duas áreas.

 

“Já está muito bom. Agora, vamos pensar que só temos saúde? Estamos passando por um momento importante, estão diminuindo os casos de Covid, vamos continuar vacinando a nossa população, mas temos que pensar que a economia tem que avançar”, afirmou.

 

“Precisamos gerar emprego, gerar oportunidade e cuidar de famílias que estão vivendo à margem de tudo, não tem acesso a nada. E essas famílias só podem ser atendidas por ações sociais”, disse.

 

O presidente do Legislativo afirmou que, apesar da pandemia da Covid-19 não ter acabado, o número de casos começou a cair e a vacinação tem avançado, sendo necessário pensar no suporte para a população após esse momento.

 

“Precisamos buscar dinheiro. Nosso problema não é só saúde. Temos que cuidar das pessoas também. Vou trabalhar contra essa emenda, porque entendo que temos que fazer  pelo social e pelas pessoas que mais precisam”, disse.

 

Segundo o deputado Lúdio Cabral, o Governo possui outras fontes de renda que podem alimentar a assistência social, afirmação que foi rebatida por Russi.

 

“Ele tem que apontar [que fontes são essas]. Nesse momento não tem. O Governo está aumentando os recursos para os [hospitais] filantrópicos, mas também está pensando no social. Nós temos que aproveitar essa oportunidade”, defendeu.

 

“O Governo está pensando em colocar dinheiro para fazer casas populares, dar qualificação profissional. Vamos sair da pandemia e precisamos preparar o nosso povo para o mercado de trabalho. Agora vão tirar o dinheiro do social?”, questionou.

 

Votação

 

A votação sobre a pauta já devia ter ocorrido antes do recesso dos parlamentares, porém acabou sendo interrompida após o deputado Lúdio Cabral (PT) pedir vista.

 

Como o fundo extinguiu em junho passado e o pedido de vista barrou a votação, cinco hospitais filantrópicos ficaram sem os repasses neste mês.

 

Foram afetados o Hospital do Câncer, Instituto Lyons da Visão, Hospital Santa Helena, Hospital Geral de Cuiabá e Santa Casa de Rondonópolis.

 

No entanto, segundo o presidente, até a próxima quinta-feira (15) deve ocorrer uma sessão extraordinária para retomar a pauta.

LISLAINE DOS ANJOS, MÍDIA NEWS

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