Notícias

Justiça penhora carro e manda avaliar imóveis de médico que vendia atestados em MT

Publicado em 09 de agosto de 2021

Ubiratan Barbalho foi denunciado pelo Gaeco por “vender atestado” para servidores públicos

ubiratan.jpg

“Intime-se o executado para, no prazo de 10 dias, manifestar-­se sobre a avaliação do veículo apresentada pelo exequente. Decorrido o prazo quanto à avaliação do veículo, sem manifestação do executado, expeça­-se mandado para localização do bem e respectiva lavratura do termo de penhora”, determinou o magistrado.

De acordo com informações do processo, Ubiratan de Magalhães Barbalho cobrava R$ 50,00 por cada atestado médico que fornecia aos servidores públicos do Poder Executivo – sobretudo policiais militares, mas também servidores civis do Estado.

A fraude foi descoberta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em 2011, que utilizou dois policiais militares disfarçados que estavam “interessados” em comprar um atestado médico. A história ganhou repercussão nacional, quando o Fantástico veiculou uma reportagem sobre o caso.

“As constantes notícias de licenças médicas concedidas a servidores públicos do Estado de Mato Grosso e as suspeitas de que o réu estava envolvido nas fraudes, fez com que o Gaeco e a Corregedoria da polícia militar apurassem a forma como os atestados estavam sendo produzidos”, diz trecho do processo.

Ainda segundo o processo, pelo menos 30 licenças médicas foram emitidas por Ubiratan de Magalhães Barbalho. O Governo do Estado decidiu realizar uma nova perícia em oito servidores públicos, e manteve a licença para apenas um deles.

O Governo do Estado demitiu Ubiratan de Magalhães Barbalho em 2016.

DIEGO FREDERICI, FOLHA MAX

Baixe o APP da Rádio 102.1

Agora você pode nos ouvir em qualquer lugar com acesso à internet. Disponibilizamos para você, além do áudio, informações de contato e acesso às nossas páginas na internet.