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Ex-coordenador Funai em Ribeirão Cascalheira, preso pela PF, diz que foi indicado pelo general Heleno

Publicado em 04 de maio de 2022

Afirmação feita por Jussielson Silva foi registrada pela Polícia Federal em 18 de fevereiro deste ano

Ex-coordenador Funai em Ribeirão Cascalheira, preso pela PF, diz que foi indicado pelo general Heleno

Foto: Reprodução

O ex-coordenador da Funai de Ribeirão Cascalheira, Jussielson Gonçalves Silva, declarou durante investigações que resultaram na deflagração da operação Res Capta, que foi indicado para o cargo pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno.

Essa afirmação feita por Jussielson foi registrada pela Polícia Federal em 18 de fevereiro deste ano, quando os agentes foram até a coordenadoria da Funai de Ribeirão Cascalheira buscar a relaçãode  arrendatários e a localização dos pastos que cada um estaria alugando na terra indígena de Maraiwatsédé, já que o coordenador, segundo a polícia, estaria se negando a entregar os documentos.

“Jussielson falou que a postura do DPF Mário foi totalmente arbitrária e que não havia necessidade para isso. Ressaltou também que já tinha passado a situação para o Presidente da FUNAI, Marcelo Augusto Xavier da Silva, e que possivelmente essa demanda chegaria até o General Augusto Heleno, pois segundo ele, foi quem o colocou na Coordenação da FUNAI de Ribeirão Cascalheira/MT. Num aparente tom de brincadeira, JUSSIELSSON pegou a arma de fogo de uso pessoal e colocou na cintura, e falou que não seria preso tão fácil. Apesar de parecer estar brincando, ficou bastante claro que ele não se entregaria de maneira voluntária se fosse preciso cumprir a determinação da autoridade policial”, afirma relatório obtido pelo .

Na primeira denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF),  o procurador da República, Everton Pereira Aguiar de Araújo, faz referência ao episódio em que Jussielson   cita o general Augusto Heleno, mas ressalta que a informação não pareceu crível.

Na época, o delegado da PF, Mário Sérgio Ribeiro de Oliveira, deu prazo de 24 horas para que a documentação fosse entregue, sob pena de incorrer na prática do crime de desobediência.

Operação

A operação Res Capta foi realizada no dia 17 de março deste ano. O MPF já ofereceu a primeira denúncia contra a milícia, envolvendo um servidor da  Funai, um militar da ativa da PM e um ex-policial militar, ambos do Amazonas, que atuavam na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A denúncia foi aceita pela Justiça Federal de Barra do Garças.

São réus Jussielson Gonçalves Silva, Gerard Maxmiliano Rodrigues de Souza e Enoque Bento de Souza, que estão presos preventivamente por decisão da Vara Federal de Barra do Garças, respondem pelos crimes de milícia privada, sequestro qualificado, abuso de autoridade, peculato, favorecimento pessoal, usurpação de função pública na forma qualificada, porte ilegal de arma de fogo e estelionato.

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